"PELA EMANCIPAÇÃO HUMANA"
PELA EMANCIPAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA,
PELA LIBERTAÇÃO DO OPRIMIDO EM TODO O MUNDO,
PELO FIM DO RACISMO E DO MACHISMO,
POR UM HIP HOP COMBATENTE E NÃO SUBSERVIENTE,
A LUTA CONTINUA!!!
PELA LIBERTAÇÃO DO OPRIMIDO EM TODO O MUNDO,
PELO FIM DO RACISMO E DO MACHISMO,
POR UM HIP HOP COMBATENTE E NÃO SUBSERVIENTE,
A LUTA CONTINUA!!!
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
FORÇA ATIVA CONVIDA "HIP HOP MINHA VOZ ESTA NO AR"
Como chegar?
No metrô penha pegar lotação 3793 Cidade Tiradentes, dura em média 55 minutos até o terminal Cidade Tiradentes, após o terminal descer no quinto ponto, a biblioteca esta localizada ao lado de uma praça.
Pra quem vem do metro Itaquera pegar a lotação 3787 Cidade Tiradentes, tempo estimado é de 45 minutos descer no terminal Tiradentes e pegar a lotação 3793 Cidade Tiradentes, descer no quinto ponto.
Na estação Guaianazes pegar a lotação 3794 e descer no terminal Tiradentes, pegar a lotação 3793 e descer no quinto ponto.
Mais informações: 85896041 falar com Wellington
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Biblioteca comunitária Solano Trindade 2001 – 2011 10 Anos de resistência
Biblioteca comunitária Solano Trindade 2001 – 2011
10 Anos de resistência
Em outubro de 2001, a biblioteca comunitária foi implantada em uma sala num centro comercial de Cidade Tiradentes, e recebeu o nome de Centro de Documentação em Direitos Humanos e Biblioteca Comunitária Solano Trindade. O ponto de partida foi a parceria com o projeto Integrar, por meio do qual conseguimos os recursos para a compra de acervo e para outros materiais.
Já o Ibeac (Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário), com quem o Força Ativa já vinha desenvolvendo algumas ações na área de direitos humanos, cedeu o espaço. Ali, funcionam a biblioteca comunitária e as atividades do projeto de direitos humanos.
O Força Ativa se encarrega do funcionamento do espaço e arca com as despesas de manutenção, como água e luz. Membros do grupo se revezam no atendimento aos usuários da biblioteca e no tratamento do acervo (codificação, etiquetas, etc.).
Todo o trabalho é feito manualmente, pois faltam computadores para informatizar o serviço.
Quanto a abertura do espaço, não houve nenhum tipo especial de divulgação, que se deu apenas no esquema “boca a boca”, já que o grupo Força Ativa exerce uma influência positiva na comunidade de Cidade Tiradentes, por meio das palestras ou debates que promove nas escolas. O interesse pela biblioteca foi aumentando à medida que os usuários iam conhecendo o espaço e divulgando a ação para outras pessoas. Em um ano, tivemos 400 usuários cadastrados, o que é um número significativo, se considerarmos que a iniciativa é pequena e não possui recursos de divulgação. Hoje contamos com mais de 4.000 pessoas cadastradas para utilizar o espaço.
Para ter acesso ao acervo, basta apresentar um comprovante de residência e carteira de identidade para fazer o registro como usuário da biblioteca. Até o mês outubro, havia quase 2 mil pessoas cadastradas. Os usuários podem pesquisar no espaço e também retirar livros, sem limite de quantidade, pelo período de uma semana. Geralmente, a média é de três títulos por usuários. Quando as pessoas se cadastram, procuramos explicar a história da biblioteca, suas dificuldades, de modo a conscientizá-las sobre o caráter comunitário daquele equipamento e da importância de elas contribuírem para a manutenção do acervo e do espaço. Procuramos mostrar que os materiais retirados são únicos e que outros usuários precisam deles.
A biblioteca é procurada por crianças, que buscam gibis, livros infantis; adolescentes e adultos, sejam do sexo feminino ou masculino, também freqüentam o espaço, inclusive aqueles que estão retomando seus estudos. As pessoas vão buscar livros sobre política, literatura, prevenção, sexualidade. Ou seja, conseguimos abranger o público de modo geral e a cada dia cresce o número de usuários.
O acervo também continua crescendo, pois constantemente recebemos doações, resultantes dos contatos e das apresentações que fazemos em vários locais ou instituições. Inclui desde livros de literatura infanto-juvenil, até política, história, economia, livros para pesquisa escolar, algumas revistas provenientes de assinaturas de cortesia e de doação.
Entre os autores mais procurados, podemos citar Machado de Assis, Eça de Queirós, Ruth Rocha e Monteiro Lobato. Também há significativa procura por literatura internacional. Isso ajuda a derrubar uma visão preconceituosa de que na periferia não se lê ou de as pessoas da periferia não se interessam por ler ou que lêem qualquer coisa. Temos livros de auto-ajuda e religiosos, mas esses títulos não saem mais do que o Capão Pecado, ou Dostoiesvky por exemplo.
O futuro da biblioteca e a capacidade juvenil.
Após a implantação da biblioteca comunitária, nossa maior preocupação é quanto à sua manutenção. Temos uma proposta com um orçamento maior que envolve todo o projeto Vamos Ler um Livro, e um orçamento específico para a biblioteca, que garanta a manutenção do espaço, inclusive com ajuda de custo para os agentes de leitura*. Muitas vezes, ficamos sem energia elétrica por falta de dinheiro para o pagamento da conta de luz.
Estamos pensando em formas de captação de recursos e sabemos que para obter financiamento para nossa biblioteca comunitária, teremos de lutar contra uma visão preconceituosa quanto aos jovens, de que não têm responsabilidade e são incapazes de gerir um projeto. Essa visão é totalmente falsa, tanto é que, o Força Ativa, por exemplo, já por dois mandatos consecutivos conseguiu eleger um de seus membros para o Conselho Tutelar.
A biblioteca já foi contemplada pelo programa de Valorização das iniciativas culturais, em 2009 fomos contemplados com o prêmio “Machado de Assis” do Ministério da Cultura onde tivemos a condição de melhorar o nosso acervo e em 2011 a iniciativa “Hip Hop: minha voz está no ar” que o ocorre na biblioteca comunitária foi uma das selecionadas pelo prêmio Preto Goez, o recurso será destinada de forma integral a abertura e manutenção da biblioteca comunitária Solano Trindade.
Bibliotecários da Comunidade
“Entramos em contato com o Instituto Brasil Leitor¹ , que nos forneceu o material para a realização do curso de Bibliotecário a Distância, voltado para a formação de gestores de bibliotecas. Eu estudei o material e ministrei o curso, em setembro de 2003, adaptado à nossa realidade. Uma das vantagens do curso é que ele nos permite conhecer e discutir a organização ideal de uma biblioteca. Participaram vários membros do Força Ativa e pessoas da comunidade que eram consulentes da biblioteca. Já estamos pensando em oferecer o curso novamente, até como forma de ampliar a participação da comunidade. Percebemos que não é preciso ter um curso de biblioteconomia para entender de biblioteca(apesar que se tivéssemos seria bom); é possível aprender a organizar um acervo; dominar as técnicas de catalogação, etc. O curso pode até qualificar as pessoas para trabalharem em bibliotecas, acervos, livrarias, etc. Três pessoas da comunidade que participaram do curso hoje atuam como voluntárias na biblioteca”.
Como chegar?
No metrô penha pegar lotação 3793 Cidade Tiradentes, dura em média 55 minutos até o terminal Cidade Tiradentes, após o terminal descer no quinto ponto, a biblioteca esta localizada ao lado de uma praça.
Pra quem vem do metro Itaquera pegar a lotação 3787 Cidade Tiradentes, tempo estimado é de 45 minutos descer no terminal Tiradentes e pegar a lotação 3793 Cidade Tiradentes, descer no quinto ponto.
Na estação Guaianazes pegar a lotação 3794 e descer no terminal Tiradentes, pegar a lotação 3793 e descer no quinto ponto.
Mais informações: 85896041 falar com Wellington
terça-feira, 10 de maio de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
O FORÇA ATIVA E O SOCIALISMO
SOCIALISMO
Aos integrantes e simpatizantes do NCFA:
“Certa vez um valoroso companheiro
supôs que os homens só se afogavam
por estarem imbuídos da idéia da gravidade.
Se tirassem essa idéia da cabeça, considerando-a,
por exemplo, como um conceito supersticioso ou religioso,
estariam perfeitamente imunes a qualquer perigo de afogamento.
Toda a sua vida ele lutou contra a ilusão da gravidade,
de cujas conseqüências perniciosas
a estatística lhe trazia novas e diversas evidências.
Este valoroso companheiro foi o protótipo
dos novos filósofos revolucionários da Alemanha”.
Marx e Engels
A ideologia Alemã
Resultado do Movimento Operário de 78, 79 e 80 (greves da região do ABCD Paulista), o Hip Hop é um importante movimento dentro da classe trabalhadora (embora os integrantes do Hip Hop não se reconheçam enquanto tais, isto facilitou a cooptação de boa parte do movimento). Infelizmente o movimento operário da época enveredou pelo politicismo reformista, sindicalismo limitado à democracia-cidadã. Isto não é status para o movimento Hip Hop nem para os operários, mas revela a falta de capacidade teórica para superação da condição de dominação e servindo à época de instrumentação politicista, “...estamos vencidos porque o processo político eleitoral foi politicizado por interesse do sistema e pela hegemonia ideológica castradora a que estão submersas as posições (Chasin, Hasta Quando - A Miséria Brasileira).
A antiga Posse Força Ativa, atualmente denominada Núcleo Cultural Força Ativa, que a priori atuava no Movimento Hip Hop enfocando a luta anti-racismo, isto segundo as condições de vida do povo preto e principalmente dos jovens dos bairros pobres que compreendem a chamada “periferia” da cidade de São Paulo, foi influenciada pelo grupo Extrema Esquerda Radical. E logo percebeu que as chamadas lutas pontuais, os “movimentos sociais”, aí reforçamos a questão do racismo, fazem parte da luta de classes, daí não haver emancipação dos movimentos e seguimentos destas lutas, senão apontar para a luta de classes.
Citando Marx “o que os indivíduos são, portanto, depende das condições materiais de produção” (Marx e Engels, A Ideologia Alemã). Isto nos leva a afirmar que são as condições objetivas herdadas e o legado histórico que nos remetem a determinada forma de organização social, pois não foi uma opção das pessoas deste coletivo ser o que são.
Pretendem-se lutar por uma transformação radical da sociedade de tipo socialista, então, temos que no mínimo definir linhas de ações que pertençam às categorias do pensamento marxista:
1. Ruptura com a produção e reprodução do sistema do Kapital;
2. Empoderamento das forças produtivas à classe trabalhadora e a conseqüente abolição da propriedade privada;
3. Reconhecimento do gênero humano;
4. Reconhecimento da historicidade;
5. Combate ao mito da neutralidade;
6. Totalidade (Particular / Universal) – As lutas dos trabalhadores locais fazem parte da luta universal dos trabalhadores em qualquer parte do mundo.
Portanto, estabelecer bandeiras de lutas é:
• Reconhecer que tais lutas existem;
• Reconhecer que existem adversários numa dada arena;
• Reconhecer que não existe harmonia concreta e conciliação de classe;
• Reconhecer a luta ideológica;
• Reconhecer acima de tudo a necessidade de se abater o oponente.
As lutas existem independentemente da vontade dos contendores, mas só existem com a presença destes. Estes ao lutarem, lutam conforme as condições herdadas e neste envolver colocam e deixam de herança a luta noutro patamar.
Cada patamar pode ou não alargar mais ou menos a arena da luta podendo mesmo liquidar de vez a arena de combate, como foi o caso da burguesia que liquidou o feudalismo.
Em cada vitória, o vencedor impõe aos derrotados a sua forma de perceber e fazer o mundo. Pois imporá a sua harmonia, sua pax (paz romana). As formas de impor serão sempre mediadas ao novo patamar da luta e novamente se tem que tentar derrubar o oponente.
Enfim, entendemos que para acabar com as formas de exploração humana (racismo, machismo, xenofobia, proletarização, as formas de apropriação, produção e reprodução da propriedade privada), consiste em canalizar toda energia e luta contra o reformismo latente da pseudo esquerda e lutar contra os mecanismos de controle do capital: cidadania, democracia, parlamento, governo, estado.
Para finalizar “...na peleja não importa se o inimigo é um inimigo e da mesma categoria, um inimigo interessante o que importa é apanha-lo” (Marx e Engels, Crítica da Filosofia do Direito de Hegel - Introdução
Aos integrantes e simpatizantes do NCFA:
“Certa vez um valoroso companheiro
supôs que os homens só se afogavam
por estarem imbuídos da idéia da gravidade.
Se tirassem essa idéia da cabeça, considerando-a,
por exemplo, como um conceito supersticioso ou religioso,
estariam perfeitamente imunes a qualquer perigo de afogamento.
Toda a sua vida ele lutou contra a ilusão da gravidade,
de cujas conseqüências perniciosas
a estatística lhe trazia novas e diversas evidências.
Este valoroso companheiro foi o protótipo
dos novos filósofos revolucionários da Alemanha”.
Marx e Engels
A ideologia Alemã
Resultado do Movimento Operário de 78, 79 e 80 (greves da região do ABCD Paulista), o Hip Hop é um importante movimento dentro da classe trabalhadora (embora os integrantes do Hip Hop não se reconheçam enquanto tais, isto facilitou a cooptação de boa parte do movimento). Infelizmente o movimento operário da época enveredou pelo politicismo reformista, sindicalismo limitado à democracia-cidadã. Isto não é status para o movimento Hip Hop nem para os operários, mas revela a falta de capacidade teórica para superação da condição de dominação e servindo à época de instrumentação politicista, “...estamos vencidos porque o processo político eleitoral foi politicizado por interesse do sistema e pela hegemonia ideológica castradora a que estão submersas as posições (Chasin, Hasta Quando - A Miséria Brasileira).
A antiga Posse Força Ativa, atualmente denominada Núcleo Cultural Força Ativa, que a priori atuava no Movimento Hip Hop enfocando a luta anti-racismo, isto segundo as condições de vida do povo preto e principalmente dos jovens dos bairros pobres que compreendem a chamada “periferia” da cidade de São Paulo, foi influenciada pelo grupo Extrema Esquerda Radical. E logo percebeu que as chamadas lutas pontuais, os “movimentos sociais”, aí reforçamos a questão do racismo, fazem parte da luta de classes, daí não haver emancipação dos movimentos e seguimentos destas lutas, senão apontar para a luta de classes.
Citando Marx “o que os indivíduos são, portanto, depende das condições materiais de produção” (Marx e Engels, A Ideologia Alemã). Isto nos leva a afirmar que são as condições objetivas herdadas e o legado histórico que nos remetem a determinada forma de organização social, pois não foi uma opção das pessoas deste coletivo ser o que são.
Pretendem-se lutar por uma transformação radical da sociedade de tipo socialista, então, temos que no mínimo definir linhas de ações que pertençam às categorias do pensamento marxista:
1. Ruptura com a produção e reprodução do sistema do Kapital;
2. Empoderamento das forças produtivas à classe trabalhadora e a conseqüente abolição da propriedade privada;
3. Reconhecimento do gênero humano;
4. Reconhecimento da historicidade;
5. Combate ao mito da neutralidade;
6. Totalidade (Particular / Universal) – As lutas dos trabalhadores locais fazem parte da luta universal dos trabalhadores em qualquer parte do mundo.
Portanto, estabelecer bandeiras de lutas é:
• Reconhecer que tais lutas existem;
• Reconhecer que existem adversários numa dada arena;
• Reconhecer que não existe harmonia concreta e conciliação de classe;
• Reconhecer a luta ideológica;
• Reconhecer acima de tudo a necessidade de se abater o oponente.
As lutas existem independentemente da vontade dos contendores, mas só existem com a presença destes. Estes ao lutarem, lutam conforme as condições herdadas e neste envolver colocam e deixam de herança a luta noutro patamar.
Cada patamar pode ou não alargar mais ou menos a arena da luta podendo mesmo liquidar de vez a arena de combate, como foi o caso da burguesia que liquidou o feudalismo.
Em cada vitória, o vencedor impõe aos derrotados a sua forma de perceber e fazer o mundo. Pois imporá a sua harmonia, sua pax (paz romana). As formas de impor serão sempre mediadas ao novo patamar da luta e novamente se tem que tentar derrubar o oponente.
Enfim, entendemos que para acabar com as formas de exploração humana (racismo, machismo, xenofobia, proletarização, as formas de apropriação, produção e reprodução da propriedade privada), consiste em canalizar toda energia e luta contra o reformismo latente da pseudo esquerda e lutar contra os mecanismos de controle do capital: cidadania, democracia, parlamento, governo, estado.
Para finalizar “...na peleja não importa se o inimigo é um inimigo e da mesma categoria, um inimigo interessante o que importa é apanha-lo” (Marx e Engels, Crítica da Filosofia do Direito de Hegel - Introdução
O FORÇA ATIVA E A QUESTÃO RACIAL
Por Wellington Lopes Goes
Segundo Marx “[...] A descoberta de ouro e prata na América, a extirpação, escravização e sepultamento, nas minas, da população nativa, o início da conquista e saque das Índias Orientais, a transformação da África num campo para a caça comercial aos [pretos], assinalaram a aurora da produção capitalista. Estes antecedentes idílicos constituem o principal impulso da acumulação primitiva (Marx: O Capital, Vol. I) [...].
“Uma revolução sem os pretos, no caso brasileiro e na América em geral, é uma revolução que já nasce morta”
Não tratamos a questão racial isolada, assim como não partimos do indivíduo isolado, atomizado, entendemos que o ser social está inserido em múltiplas relações e que na sociedade capitalista este ser se constitui cada vez mais, preso na sua individualidade e no egoísmo típico dos valores consagrados do capital, ou seja, da sociedade de classes.
Mas ao tentarmos entender a nossa realidade, enquanto população preta, que requer um esforço, onde a chave está na formação social do Brasil, não caímos em teses consagradas que fizeram análises do Brasil com o referencial eurocêntrico, tendo como espelho a lutas de classes na Europa, parte da esquerda e da própria intelectualidade de esquerda não conseguiram entender a dinâmica das lutas de classes no Brasil, tendo como foco a industrialização, fazendo uma leitura separada da escravização do povo africano na América e sem relacionar com o capitalismo impulsionado na Europa pelo colonialismo.
Fazer o combate a essas teses consagradas, (grande parte sob orientação da III Internacional Stalinista) e não cair em modelos epistêmicos requer partir do referencial da “via colonial” , o caminho específico do Brasil para o capitalismo, entendo o Brasil inserido em dois movimentos:
1. Como que os mais de três séculos de escravidão estiveram ligados com o processo de acumulação primitiva do Capital.
2. Como que Internamento o Brasil foi se organizando para o Capitalismo quando resolve abolir a escravidão na condição de ultimo país.
Partindo desta análise temos condições de entender qual o papel do racismo nesta sociedade e os efeitos que este produz, entendemos o racismo como produção da sociedade capitalista e não natural em todas as sociedades.
Trabalhamos para a superação do antagonismo entre trabalho e racismo, uma vez que só o trabalhador pode afirmar o gênero humano, por tanto a emancipação pressupõe o rompimento da alienação e do estranhamento do ser para com o próprio ser, sendo assim o racismo se enquadra nas barreiras criadas pelo capital que limita qualquer tipo de projeto unificado no sentido de trazer para o centro a afirmação da “humanidade sofredora” (Marx: Manuscritos Econômico-Filosóficos), neste sentido fica a tarefa de quem luta pela emancipação humana o combate ao racismo, logo a luta contra o racismo deve ter como norte a emancipação humana.
O referencial da “via colonial” foi sugerido por Chasin no livro sobre o “Integralismo de Plínio Salgado”, onde o autor traz a necessidade de entender qual o caminho trilhado pelo Brasil para a constituição do “verdadeiro capitalismo”. Ver também “A miséria brasileira”.
Segundo Marx “[...] A descoberta de ouro e prata na América, a extirpação, escravização e sepultamento, nas minas, da população nativa, o início da conquista e saque das Índias Orientais, a transformação da África num campo para a caça comercial aos [pretos], assinalaram a aurora da produção capitalista. Estes antecedentes idílicos constituem o principal impulso da acumulação primitiva (Marx: O Capital, Vol. I) [...].
“Uma revolução sem os pretos, no caso brasileiro e na América em geral, é uma revolução que já nasce morta”
Não tratamos a questão racial isolada, assim como não partimos do indivíduo isolado, atomizado, entendemos que o ser social está inserido em múltiplas relações e que na sociedade capitalista este ser se constitui cada vez mais, preso na sua individualidade e no egoísmo típico dos valores consagrados do capital, ou seja, da sociedade de classes.
Mas ao tentarmos entender a nossa realidade, enquanto população preta, que requer um esforço, onde a chave está na formação social do Brasil, não caímos em teses consagradas que fizeram análises do Brasil com o referencial eurocêntrico, tendo como espelho a lutas de classes na Europa, parte da esquerda e da própria intelectualidade de esquerda não conseguiram entender a dinâmica das lutas de classes no Brasil, tendo como foco a industrialização, fazendo uma leitura separada da escravização do povo africano na América e sem relacionar com o capitalismo impulsionado na Europa pelo colonialismo.
Fazer o combate a essas teses consagradas, (grande parte sob orientação da III Internacional Stalinista) e não cair em modelos epistêmicos requer partir do referencial da “via colonial” , o caminho específico do Brasil para o capitalismo, entendo o Brasil inserido em dois movimentos:
1. Como que os mais de três séculos de escravidão estiveram ligados com o processo de acumulação primitiva do Capital.
2. Como que Internamento o Brasil foi se organizando para o Capitalismo quando resolve abolir a escravidão na condição de ultimo país.
Partindo desta análise temos condições de entender qual o papel do racismo nesta sociedade e os efeitos que este produz, entendemos o racismo como produção da sociedade capitalista e não natural em todas as sociedades.
Trabalhamos para a superação do antagonismo entre trabalho e racismo, uma vez que só o trabalhador pode afirmar o gênero humano, por tanto a emancipação pressupõe o rompimento da alienação e do estranhamento do ser para com o próprio ser, sendo assim o racismo se enquadra nas barreiras criadas pelo capital que limita qualquer tipo de projeto unificado no sentido de trazer para o centro a afirmação da “humanidade sofredora” (Marx: Manuscritos Econômico-Filosóficos), neste sentido fica a tarefa de quem luta pela emancipação humana o combate ao racismo, logo a luta contra o racismo deve ter como norte a emancipação humana.
O referencial da “via colonial” foi sugerido por Chasin no livro sobre o “Integralismo de Plínio Salgado”, onde o autor traz a necessidade de entender qual o caminho trilhado pelo Brasil para a constituição do “verdadeiro capitalismo”. Ver também “A miséria brasileira”.
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