Entre Zumbis e Dandaras, a nossa voz que não se cala,
Do toque do atabaque,
Da capoeira jogada.
Entre Zumbis e Dandaras, quilombos e quilombolas,
Na referencia das lutas eu resgato aqui a história.
Entre conquistas e massacres, escravidão e escravo,
Na rebeldia dos pretos, na casa grande e senzala.
Entre a dominação e a catequização,
Matar em nome de Deus e impor a sua religião.
Entre grilhões e correntes, reivindico a liberdade.
Entre becos e vielas é a coação que impera,
Com a polícia do Estado aterrorizando as favelas.
Entre periferias e morros, o povo pede socorro,
Sem o básico pra sobreviver, vivendo no sufoco.
Entre cadeias e grades a extrema direita reage,
Prender criança pra que? Quer reduzir a idade?
Entre o direito e o dever, fazer política pra que?
Se pra nós tudo é negado, até o direito de viver.
"PELA EMANCIPAÇÃO HUMANA"
PELA EMANCIPAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA,
PELA LIBERTAÇÃO DO OPRIMIDO EM TODO O MUNDO,
PELO FIM DO RACISMO E DO MACHISMO,
POR UM HIP HOP COMBATENTE E NÃO SUBSERVIENTE,
A LUTA CONTINUA!!!
PELA LIBERTAÇÃO DO OPRIMIDO EM TODO O MUNDO,
PELO FIM DO RACISMO E DO MACHISMO,
POR UM HIP HOP COMBATENTE E NÃO SUBSERVIENTE,
A LUTA CONTINUA!!!
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
CAMPANHA MUNICIPAL PELA SEMANA DO HIP HOP LEI MUN. 14.485/07
CAMPANHA MUNICIPAL PELA SEMANA DO HIP HOP LEI MUN. 14.485/07
O Fórum Hip Hop Municipal dentro de suas prerrogativas estabelecidas no seu documento de origem, em 2005, vem realizando ações no sentido da inserção do Hip-Hop na agenda paulistana. A lei municipal 13.924/2004, resultado de amplas discussões do Movimento Hip-Hop na década de 90, entre si e parlamentares, inseriu as atividades do Hip-Hop em lei municipal (lei 13.924/04), logo o poder público municipal fica obrigado a executar a referida lei.
Dentro das perspectivas de pautar o Hip-Hop, na agenda da Cidade de São Paulo, diversos documentos foram encaminhados ao Governo Municipal, principalmente por meio da Coordenadoria da Juventude, órgão integrante da Secretaria Municipal de Participação e Parcerias.
Finalmente em 2007 a Lei Municipal 13.924/2004, que dispõe sobre a Semana do Hip-Hop, foi incorporada no calendário de eventos da cidade, conforme Lei Municipal 14.485/2007. Vitória do Fórum Hip Hop Municipal!!!
Porém, posturas autocráticas do Governo Municipal, através de seus órgãos vinculados a Secretaria de Participação e Parcerias, vem tentando desmobilizar o Fórum Hip Hop Municipal, pois a referida Secretaria, não versa no seu planejamento anual previsão orçamentária para realização da Semana do Hip-Hop.
Todavia, os esquecimentos deliberados do Governo Municipal, o Fórum Hip Hop Municipal, vem participando de audiências públicas, à época de consolidação do orçamento da cidade e, obteve significativos sucessos solicitando inserção de rubrica orçamentária por meio de emendas de vereadores.
No entanto, a Prefeitura de São Paulo, se recusa a executar as atividades previstas referente à Semana de Hip-Hop, congelando as verbas orçadas.
Os integrantes do Fórum Hip Hop Municipal, constantemente participam da Comissão Especial da Criança, Adolescente e Juventude, questionando, propondo e mobilizando os parlamentares, por meio de audiências públicas, com o objetivo de sensibilizar o Governo Municipal a cumprir a lei, pois, é função do Poder Executivo executá-la.
Com o objetivo de convencer o Governo Municipal a cumprir a lei e prever recursos financeiros para a Execução da Semana do Hip-Hop, estamos mobilizando os jovens da cidade de São Paulo a participar da Comissão Extraordinária da Criança, Adolescente e Juventude da Câmara Municipal e solicitamos que você nos ajude nesta empreitada. Envie mensagens por e-mail para o vereador que você votou na última eleição, bem como para os Secretários do Governo Municipal EXIGINDO EM CARÁTER DE URGÊNCIA A REALIZAÇÃO DA SEMANA DO HIP-HOP nos termos do artigo 7°, inciso, LIX da lei 14.485/2007.
SEMANA DO HIP-HOP JÁ
Texto: Djalma Lopes Góes
Fórum Hip Hop Municipal
Comissão de Políticas Públicas
O Fórum Hip Hop Municipal dentro de suas prerrogativas estabelecidas no seu documento de origem, em 2005, vem realizando ações no sentido da inserção do Hip-Hop na agenda paulistana. A lei municipal 13.924/2004, resultado de amplas discussões do Movimento Hip-Hop na década de 90, entre si e parlamentares, inseriu as atividades do Hip-Hop em lei municipal (lei 13.924/04), logo o poder público municipal fica obrigado a executar a referida lei.
Dentro das perspectivas de pautar o Hip-Hop, na agenda da Cidade de São Paulo, diversos documentos foram encaminhados ao Governo Municipal, principalmente por meio da Coordenadoria da Juventude, órgão integrante da Secretaria Municipal de Participação e Parcerias.
Finalmente em 2007 a Lei Municipal 13.924/2004, que dispõe sobre a Semana do Hip-Hop, foi incorporada no calendário de eventos da cidade, conforme Lei Municipal 14.485/2007. Vitória do Fórum Hip Hop Municipal!!!
Porém, posturas autocráticas do Governo Municipal, através de seus órgãos vinculados a Secretaria de Participação e Parcerias, vem tentando desmobilizar o Fórum Hip Hop Municipal, pois a referida Secretaria, não versa no seu planejamento anual previsão orçamentária para realização da Semana do Hip-Hop.
Todavia, os esquecimentos deliberados do Governo Municipal, o Fórum Hip Hop Municipal, vem participando de audiências públicas, à época de consolidação do orçamento da cidade e, obteve significativos sucessos solicitando inserção de rubrica orçamentária por meio de emendas de vereadores.
No entanto, a Prefeitura de São Paulo, se recusa a executar as atividades previstas referente à Semana de Hip-Hop, congelando as verbas orçadas.
Os integrantes do Fórum Hip Hop Municipal, constantemente participam da Comissão Especial da Criança, Adolescente e Juventude, questionando, propondo e mobilizando os parlamentares, por meio de audiências públicas, com o objetivo de sensibilizar o Governo Municipal a cumprir a lei, pois, é função do Poder Executivo executá-la.
Com o objetivo de convencer o Governo Municipal a cumprir a lei e prever recursos financeiros para a Execução da Semana do Hip-Hop, estamos mobilizando os jovens da cidade de São Paulo a participar da Comissão Extraordinária da Criança, Adolescente e Juventude da Câmara Municipal e solicitamos que você nos ajude nesta empreitada. Envie mensagens por e-mail para o vereador que você votou na última eleição, bem como para os Secretários do Governo Municipal EXIGINDO EM CARÁTER DE URGÊNCIA A REALIZAÇÃO DA SEMANA DO HIP-HOP nos termos do artigo 7°, inciso, LIX da lei 14.485/2007.
SEMANA DO HIP-HOP JÁ
Texto: Djalma Lopes Góes
Fórum Hip Hop Municipal
Comissão de Políticas Públicas
Fórum Hip Hop Municipal
Fórum Hip Hop Municipal envia ao Ministério Público representação contra Prefeitura de São Paulo
O Fórum de Hip Hop Municipal SP, com apoio da ONG Ação Educativa, entrou na última quarta-feira (06/07) com representação junto ao Ministério Público para pedir providência urgente na execução da lei municipal 14.485/2007, SEMANA DO HIP HOP.
Consta na lei que a Semana do Hip Hop deve acontecer na segunda quinzena do mês de março, levando em consideração a semana do dia 21, quando se comemora o dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial.
Entre os pedidos protocolados na representação constam:
A abertura de Inquérito Civil Público para que sejam averiguados os motivos da não-realização da Semana do Hip Hop;
Pedido de regulamentação para realização anual da Semana do Hip Hop;
Propositura de Ação Civil Pública, caso os procedimentos extrajudiciais não tenham efeito.
Além dos pedidos acima, em caráter de urgência, considerando que a Lei Orgânica do Município prevê o envio da Lei Orçamentária Anual 2011 à Câmara Municipal de São Paulo até o dia 30 setembro de 2010, e que neste período as Secretarias de governo estão definindo suas propostas orçamentárias, o Fórum de Hip Hop Municipal SP solicita que seja recomendada a Secretaria Municipal de Cultura a previsão de rubrica específica própria para o cumprimento da lei municipal.
Histórico
Desde 1995 o Movimento Hip Hop discute com o legislativo municipal a inclusão das manifestações do Hip Hop no calendário de eventos da cidade, isto resultou na elaboração da lei 13.924/2004 que dispõe sobre a Semana do Hip Hop.
Depois de sancionada pelo poder executivo em 2004 o Fórum Hip Hop Municipal SP vem somando forças conjuntamente com outros movimentos sociais para a realização da Semana do Hip Hop. Em 03/03/2009 o Fórum Hip Hop Municipal reuniu-se com as Coordenadorias de Juventude e de Assuntos da População Negra (CONE), momento em que apresentou os documentos orçamentários e uma proposta de projeto para a realização da Semana do Hip Hop 2009. Porém as respectivas Coordenadorias não deram devolutiva sobre a realização do evento.
Alguns membros do Hip Hop paulistano acreditam que a prefeitura é contra as manifestações culturais que possam eventualmente fazer cobranças e críticas aos serviços da atual gestão. Além da não execução de uma lei municipal, que é a Semana do Hip Hop, a administração pública municipal exclui aos poucos as atividades do Hip Hop de todos os calendários culturais.
No ano passado, por exemplo, durante a Virada Cultural, foi colocado em um espaço mínimo, isso sem contar, que foi o único local que teve a revista policial. Este ano, o Hip Hop foi excluído de vez deste evento. Situação que revela uma tentativa de calar um movimento muito utilizado pelos mais pobres de São Paulo para mostrar anseios ou defender determinadas idéias e posições.
Fórum Hip Hop Municipal SP
Criado em 2005 é um espaço e canal de diálogo entre os jovens do Movimento Hip Hop e as representações da administração pública municipal com objetivo de discutir políticas públicas e criar critérios públicos que direcionem a relação entre o poder público e os jovens, garantindo que não haja privilégios de uns em detrimento de outros setores.
Os encontros e discussões do Fórum ocorrem a partir de 8 eixos temáticos:
Difundir o Hip Hop;
Elaborar políticas públicas de juventude;
Inserir o Hip Hop como tema transversal da educação;
Combater a discriminação de gênero;
Organizar uma agenda do Hip Hop na cidade;
Combater a discriminação racial;
Atuar contra a violência policial;
Debater geração de emprego e renda.
Imprensa:
André Luiz dos Santos (Rapper Pirata)
Fone: 11 8216 2160
rapperpirata@gmail.com
Mtb:41831/SP
Geraldo Brito
Fone: 11 9556 1766
geraldoreportagem@yahoo.com.br
Mtb: 49219/SP
Informações: forumhiphopeopoderpublico.blogspot.com
O Fórum de Hip Hop Municipal SP, com apoio da ONG Ação Educativa, entrou na última quarta-feira (06/07) com representação junto ao Ministério Público para pedir providência urgente na execução da lei municipal 14.485/2007, SEMANA DO HIP HOP.
Consta na lei que a Semana do Hip Hop deve acontecer na segunda quinzena do mês de março, levando em consideração a semana do dia 21, quando se comemora o dia Internacional de Luta Contra a Discriminação Racial.
Entre os pedidos protocolados na representação constam:
A abertura de Inquérito Civil Público para que sejam averiguados os motivos da não-realização da Semana do Hip Hop;
Pedido de regulamentação para realização anual da Semana do Hip Hop;
Propositura de Ação Civil Pública, caso os procedimentos extrajudiciais não tenham efeito.
Além dos pedidos acima, em caráter de urgência, considerando que a Lei Orgânica do Município prevê o envio da Lei Orçamentária Anual 2011 à Câmara Municipal de São Paulo até o dia 30 setembro de 2010, e que neste período as Secretarias de governo estão definindo suas propostas orçamentárias, o Fórum de Hip Hop Municipal SP solicita que seja recomendada a Secretaria Municipal de Cultura a previsão de rubrica específica própria para o cumprimento da lei municipal.
Histórico
Desde 1995 o Movimento Hip Hop discute com o legislativo municipal a inclusão das manifestações do Hip Hop no calendário de eventos da cidade, isto resultou na elaboração da lei 13.924/2004 que dispõe sobre a Semana do Hip Hop.
Depois de sancionada pelo poder executivo em 2004 o Fórum Hip Hop Municipal SP vem somando forças conjuntamente com outros movimentos sociais para a realização da Semana do Hip Hop. Em 03/03/2009 o Fórum Hip Hop Municipal reuniu-se com as Coordenadorias de Juventude e de Assuntos da População Negra (CONE), momento em que apresentou os documentos orçamentários e uma proposta de projeto para a realização da Semana do Hip Hop 2009. Porém as respectivas Coordenadorias não deram devolutiva sobre a realização do evento.
Alguns membros do Hip Hop paulistano acreditam que a prefeitura é contra as manifestações culturais que possam eventualmente fazer cobranças e críticas aos serviços da atual gestão. Além da não execução de uma lei municipal, que é a Semana do Hip Hop, a administração pública municipal exclui aos poucos as atividades do Hip Hop de todos os calendários culturais.
No ano passado, por exemplo, durante a Virada Cultural, foi colocado em um espaço mínimo, isso sem contar, que foi o único local que teve a revista policial. Este ano, o Hip Hop foi excluído de vez deste evento. Situação que revela uma tentativa de calar um movimento muito utilizado pelos mais pobres de São Paulo para mostrar anseios ou defender determinadas idéias e posições.
Fórum Hip Hop Municipal SP
Criado em 2005 é um espaço e canal de diálogo entre os jovens do Movimento Hip Hop e as representações da administração pública municipal com objetivo de discutir políticas públicas e criar critérios públicos que direcionem a relação entre o poder público e os jovens, garantindo que não haja privilégios de uns em detrimento de outros setores.
Os encontros e discussões do Fórum ocorrem a partir de 8 eixos temáticos:
Difundir o Hip Hop;
Elaborar políticas públicas de juventude;
Inserir o Hip Hop como tema transversal da educação;
Combater a discriminação de gênero;
Organizar uma agenda do Hip Hop na cidade;
Combater a discriminação racial;
Atuar contra a violência policial;
Debater geração de emprego e renda.
Imprensa:
André Luiz dos Santos (Rapper Pirata)
Fone: 11 8216 2160
rapperpirata@gmail.com
Mtb:41831/SP
Geraldo Brito
Fone: 11 9556 1766
geraldoreportagem@yahoo.com.br
Mtb: 49219/SP
Informações: forumhiphopeopoderpublico.blogspot.com
sábado, 27 de março de 2010
O HIP HOP EM QUEDA LIVRE

Por Wellington Lopes Góes
Ativista do Núcleo Cultural Força Ativa
MC do grupo Fantasmas Vermelhos
Contato: fantasmasvermelhos@hotmail.com
www.myspace.com/fantasmasvermelhos
O HIP HOP EM QUEDA LIVRE
“O Hip Hop amadureceu tanto que apodreceu” (Dead Prez)
“Certa vez, um nobre homem, imaginou que os seres humanos se afogavam na água apenas por que estavam possuídos pela idéia de gravidade. Se afastassem essa representação da cabeça, por exemplo, esclarecendo-a como uma representação supersticiosa, religiosa, eles estariam livres de todo e qualquer perigo de afogamento. Durante toda a sua vida combateu a ilusão da gravidade, cujas danosas conseqüências todas as estatísticas lhe forneciam novas e numerosas provas Aquele nobre homem era do tipo dos novos filósofos revolucionários alemães.” Karl Marx
Muitos fazem uma leitura rasa sobre o Hip Hop, alguns de forma proposital, outros por falta de informação e certo grupo por opção política de direita, mesmo quando revestido por roupagem de esquerda.
Qual a questão?
Primeiramente ao descreverem como o Hip Hop chega ao Brasil não relacionam com o contexto histórico a nível nacional e internacional.
Para ser mais preciso: falam do Hip Hop isolado de outras questões como simplesmente uma questão cultural em si.
Quais as implicações?
Não entendem a trajetória do Hip Hop caindo assim em constatações imediatistas, errôneas, equivocadas, vazias quando não vulgares.
Há possíveis análises sobre o Hip Hop, até mesmo porque o discurso eclético emanado do pós – modernismo, herdeiros de maio de 68, além de pregar o irracionalismo, também enfatizam a impossibilidade de se chegar a verdade, a compreensão do fenômeno analisado, do real, do mundo, logo a reflexão é deslocada para a percepção individual, para o subjetivismo egoísta onde todos os olhares são possíveis, desde que não parta das distas “condições materiais de produção e reprodução da vida”.
Mas qual é a leitura que fazemos sobre o Hip Hop na nossa percepção enquanto classe oprimida?
A mesma leitura subjetivista que não ajuda entender nada.
Mencionando as mazelas que obstaculizam a compreensão de certo fenômeno social, (no caso o Hip Hop), se quisermos fazer uma leitura na contra corrente, devemos salientar as seguintes problematizações: O Hip Hop chega ao Brasil na década de 1980 período da democratização, “transição feita pelo alto”, “transição transada”.
No primeiro momento como simples forma de entretenimento. Mas logo ganhou novo fôlego, principalmente pela sua proliferação nas periferias, tendo como principal sujeito a juventude preta, que até então estava na invisibilidade, já que o padrão de ser jovem estava associado à classe média dos movimentos estudantis que lutaram contra a ditadura, lembre – se que lutar contra a ditadura não significa uma luta pela revolução.
Essa juventude preta logo começou a questionar a violência policial e o racismo.
Um dos pontos forte que deu um caráter de movimento e organicidade ao hip hop foi a formação das posses.
Essas posses estendiam sua atuação para além dos quatro elementos, podemos definir posse como a união de mc´s, b. boys, DJs e grafiteiros que se agrupavam em coletivos para divulgar o hip hop e realizar atividades comunitárias, intervenções nos bairros periféricos de reflexão por meio de palestras, debates, oficinas, seminários e outras formas de trabalho em espaços como escolas, associações e etc.
As posses possibilitaram novas formas de fazer trabalho politizado sem cair nos vícios do fazer política da época, novo por vim da juventude preta oprimida, que buscavam se organizarem fora das formas clássicas de organização do proletariado como os partidos políticos e sindicatos.
As posses logo se proliferaram nas periferias até a metade da década de 1990.
Entre o final da década de 80 e final da de 1990 foi marcado pela grande ascensão do hip hop ganhando expressão e se massificando, talvez podemos aqui citar como marco o CD dos Racionais mc´s “Sobrevivendo no inferno” que alcançou grande número de vendas, mas como nem tudo são flores e “para não dizer que não falei das rosas” não posso deixar de citar que o jovem movimento caiu nas graças da industria cultural de massas, do politicismo dos partidos políticos sobre tudo de esquerda e no canto da sereia do chamado “terceiro setor” e por fim do Capital, onde este tem o poder de transformar quase tudo ou tudo em mercadoria, logo o hip hop deve gerar lucro.
Assim de ativistas muitos passaram a ser artistas, profissionais, músicos e outros adjetivos diversos, só que se esqueceu de avisá-los que aqui não é América do Norte, ou especificamente a terra do Tio San, mesmo os que foram cooptados pelo Capital estão até hoje procurando o lucro, uns até mesmo de forma mais desesperada se expondo ao ridículo na televisão em diversos programas que historicamente vêem os pretos de forma estereotipada.
Um dos grandes méritos do Capital já analisado muito bem por Marx é a capacidade que este tem de transformar “tudo” em mercadoria, nunca é demais frisar.
Se pegarmos a história do Brasil veja que toda a expressão da cultura de matriz africana é marcada por conteúdo político de resistência, foi por meio dessas expressões que foram organizadas várias revoltas contestatórias.
Qual foi a resposta do Estado?
Primeiramente reprimiu essas manifestações de forma violenta sempre que teve a oportunidade, tentou esvaziar todo o conteúdo de resistência, e só depois o permitiu quando padronizadas, “enlatadas” e comercializadas sob o nome de elemento da cultura nacional e não mais de matriz africana.
Foi assim com a capoeira, com as danças africanas, com as religiões, com o samba e agora com o hip hop, todos podem fazer hip hop, inclusive brancos da classe média, só falta a polícia.
Isso chama-se projeto de embranquecimento, cujo o hip hop embarcou nesta esteira no começo da primeira década do século XXI.
Se para a classe trabalhadora as décadas de 1980 – 90 e a primeira década deste novo século foram perdidas, pra nós juventude preta oriundos da classe trabalhadora foram mais ainda, a derrota é esmagadora, pois não conseguimos nos organizarmos nas formas clássicas e quando construímos algo novo, damos de bandeja para o capital como o ocorrido com o movimento hip hop, hoje fora de combate no Brasil, ainda mais se tratando de um movimento que em curto espaço de tempo conseguiu alcançar os lugares mais distantes deste país onde nem mesmo a (pseudo)esquerda conseguiu chegar.
Resultado da derrota histórica vista por alguns como vitória: grande parte das posses viraram ONGs, outras foram cooptadas por ONGs que dizem manter o “protagonismo juvenil” (acrescente tutelado) inclusive reservando apenas um espaço de uma semana pra realização de semana de cultura hip hop capenga, rodeadas de patrocínios empresariais que não discute nada sério, mesmas lamentações e discurso de permanecia da sociedade vigente, veja bem, uma semana durante um ano esse é o espaço do hip hop?
Outras posses como que por osmose foram sugados por alguns partidos políticos, fazendo o jogo politicista da corrida por votos contra nós mesmo. Um mc já disse um dia “trabalhando contra nós mesmo sempre sairemos derrotados”(GOG).
Essas instituições (ONGs, Partidos, Estado, Capital), conseguiram tirar o potencial de resistência do hip hop o esvaziando inclusive com o aval de quem é adepto do hip hop.
Qualquer movimento social é por essência reformista já que surge de demandas imediatas, quando conquistada essa demanda eis a sua morte, tende a desaparecer, quando este movimento pode se manter?
Quando passa da luta imediata, da “consciência comunitária” pra consciência de classe.
Mas a questão é que os movimentos caíram no discurso do “chamado terceiro setor”, inclusive o hip hop chegando neste momento viciado, onde tudo é projeto social, edital público pra se fazer algo, mais uma vez o Estado burguês não brinca em serviço, incorporando todos na instituição desde que seja pela manutenção desta ordem.
E a luta?
Tem rappers que questionam: Qual luta? Racismo? Ainda existe isso? Violência policial? Tem policial mc.
E assim novamente “a história se repete como farsa”.
Para concluir: pode um movimento emanado do lupen proletariado, desprovido das condições básicas de existência ser revolucionário?
Na nossa história recente parece que a resposta é não, contudo o hip hop no Brasil enquanto ferramenta de luta tinha todas as condições de fazer lutas mais significativas, o problema é que a luta acabou quando muitos quiseram ir pra TV, outros apenas gravar um medíocre CD e ainda tem a turma que acha que o hip hop é baladinhas, embora ainda existam pequenos focos de resistência espalhados pelo país que fazem trabalhos sérios, sons de protesto, mas que são sufocados pela idolatria da sociedade de consumo, de classes...
Por tanto o hip hop continua em queda livre...
25/03/2010
domingo, 2 de agosto de 2009
ESSA É PRA VOCÊ
Sem perca de tempo eu vou logo é dizer
Sou preto comunista, muito pesado pra você.
Não sou direita e nem esquerda, sou ausência de poder.
Comuna vermelha, força ativa pode crer!!
Com muita revolta é nóis que apavora,
Meu rap é de protesto e eu apresento a proposta.
Sai da frente bom escravo, meu bonde vai passar, blindado vermelho pronto para metralhar.
Pensamento articulado, soldado proletário,
A rua me inspira e a rebeldia do trabalho.
A célula vermelha em cada canto da cidade,
É a expressão máxima da luta de classes.
Invadindo a mansão, explodindo a burguesia,
Tipo V de vingança, ouça esta sinfonia.
Seu fascista, racista, agora vai pagar,
Conte até três e ajoelha pra rezar.
Não vai ter negociação, isso aqui não é seqüestro,
Só vai pro nosso povo o que foi roubado há séculos.
Eu sou a destruição que aboliu a escravidão,
A greve proletária que parou a produção.
O próprio coveiro que a burguesia criou,
O outubro vermelho que o mundo se espantou,
Bolchevique armado sedento por sangue,
Meu manifesto é comunista sou mais um nesta guerrilha.
Tipo Black panthers questionando o racismo,
Se organizando, se informando contra o capitalismo.
Tipo o moleque armado na palestina,
Ou o homem bomba que luta contra a tirania.
Ou o rebelado enfrentando o choque,
Na manifestação organizada pelos pobres.
Tipo Malcom X, estilo Zapatista, América vermelha,
A chama comunista, abaixo o imperialismo, aqui eu sou sandino,
A foice e o martelo, o fuzil estão comigo.
Posso ser os malês, posso estar na África,
Eu sou a rebeldia do oprimido que não para.
O movimento guerrilheiro que descolonizou a África.
O rebelde armado que não aceita a opressão,
O mano exilado, encarcerado na prisão.
A criança sem casa pedindo no farol,
Fazendo malabar o dia inteiro no sol.
Sou sem terra, sou sem teto, sou sem educação,
Preto, explorado, não tenho religião,
Um excluído da história que não teve opção.
Sou marginalizado, preto, pobre, favelado,
Comunista, odiado, anulado, copiado, proletário,
Excluído sem trabalho, potencial revolucionário.
Sou preto comunista, muito pesado pra você.
Não sou direita e nem esquerda, sou ausência de poder.
Comuna vermelha, força ativa pode crer!!
Com muita revolta é nóis que apavora,
Meu rap é de protesto e eu apresento a proposta.
Sai da frente bom escravo, meu bonde vai passar, blindado vermelho pronto para metralhar.
Pensamento articulado, soldado proletário,
A rua me inspira e a rebeldia do trabalho.
A célula vermelha em cada canto da cidade,
É a expressão máxima da luta de classes.
Invadindo a mansão, explodindo a burguesia,
Tipo V de vingança, ouça esta sinfonia.
Seu fascista, racista, agora vai pagar,
Conte até três e ajoelha pra rezar.
Não vai ter negociação, isso aqui não é seqüestro,
Só vai pro nosso povo o que foi roubado há séculos.
Eu sou a destruição que aboliu a escravidão,
A greve proletária que parou a produção.
O próprio coveiro que a burguesia criou,
O outubro vermelho que o mundo se espantou,
Bolchevique armado sedento por sangue,
Meu manifesto é comunista sou mais um nesta guerrilha.
Tipo Black panthers questionando o racismo,
Se organizando, se informando contra o capitalismo.
Tipo o moleque armado na palestina,
Ou o homem bomba que luta contra a tirania.
Ou o rebelado enfrentando o choque,
Na manifestação organizada pelos pobres.
Tipo Malcom X, estilo Zapatista, América vermelha,
A chama comunista, abaixo o imperialismo, aqui eu sou sandino,
A foice e o martelo, o fuzil estão comigo.
Posso ser os malês, posso estar na África,
Eu sou a rebeldia do oprimido que não para.
O movimento guerrilheiro que descolonizou a África.
O rebelde armado que não aceita a opressão,
O mano exilado, encarcerado na prisão.
A criança sem casa pedindo no farol,
Fazendo malabar o dia inteiro no sol.
Sou sem terra, sou sem teto, sou sem educação,
Preto, explorado, não tenho religião,
Um excluído da história que não teve opção.
Sou marginalizado, preto, pobre, favelado,
Comunista, odiado, anulado, copiado, proletário,
Excluído sem trabalho, potencial revolucionário.
terça-feira, 28 de abril de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
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